Teodoro de Faria, Marcelino de Castro, João Carlos Abreu
Os artistas que não fazem da arte profissão, têm períodos em que ginasticam muito mais a sua imaginação, entram num estado febril, e desatam a pintar. É como que uma vingança a eles próprios. Foi o que precisamente aconteceu ao Aveiro, nestes últimos anos.
Há uma forte ligação entre o pintor e a paisagem. Sobretudo com o mar e a botânica, tendo a singularidade de esboçar marinhas quase sempre mansas. Possivelmente revelam a sua harmonia, a sua calma interior. Talvez por uma vivência intensa com o mar que sempre o rodeou. Entendo-o nos seus amanheceres e entardeceres, quando o sol, timidamente, surge e esconde-se na linha do horizonte.
Carlos Duarte Aveiro (n. em 1963), autodidata não vencido, que começou a pintar na adolescência, um caso de como a pintura é sempre uma representação, um anseio de reprodução ou repetição do mundo que o recria e que o preserva.